Quintas do Conservatório: Cantos à Morte
Informação chegada ao De Rerum Natura:
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Helena Damião
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Helio Dias
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Labels: educação
A fraude académica deve ser tão antiga quanto... os trabalhos académicos. Não quero como isto dizer que seja uma coisa natural com a qual se tem de ser complacentes. Na verdade, as Escolas, seja de que nível forem, não podem aceitá-la e muito menos alimentá-la.
No caso das Universidades, tenho observado que passam por momentos de maior tolerância à fraude a que se seguem momentos de menor tolerância. Parece-me que, felizmente, caminhamos para um momento destes.
Instituições prestigiadas, sem demonstrarem receio do impacto na opinião pública, contabilizam casos e tomam medidas correctivas; investigam e tomam medidas preventivas.
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Helena Damião
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Labels: fraude, universidades
Informação chegada ao De Rerum Natura.
A biblioteca Classica Digitalia tem o gosto de anunciar uma nova publicação da Série Ensaios.
- Carmen Soares: Crianças e jovens nas Vidas de Plutarco. Coimbra, Classica Digitalia/CECH, 2011). 137.
PVP: 10 € / Estudantes: 8 €
Os volumes dos Classica Digitalia são editados em formato tradicional de papel e também na biblioteca digital. OeBook correspondente (cujo endereço direto é dado nesta mensagem) encontra-se disponível em acesso livre. O preço indicado diz respeito ao volume impresso.
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Helena Damião
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Labels: Cultura clássica, Livros
O livro é de 2004 e saiu em Portugal em 2008, mas só agora, em 2012, o pude ler. Isso não tem qualquer importância porquanto se trata de um livro sem data, do passado para o futuro.
É um livro sobre livros, mas não sobre quaisquer uns: é sobre uma mão cheia daqueles que marcam a ocidentalidade, mais precisamente sobre símbolos em que se detém o nosso olhar para o mundo e que o direccionam, que orientam a maneira como pensamos e nos pensamos no recanto da individualidade.
Um livro “para leitores comuns” sobre livros, ou melhor, sobre pessoas, algumas desconhecidas, que têm escrito de modo “sapiencial” (página 16), porque reúnem sabedoria, ensaiam-na, firmam-na e transmitem-na: “O ensaio pertence a Montaigne, a epopeia a Homero e o romance para sempre a Cervantes” (página 111).
Quem escreveu esse livro foi Harold Bloom quando convalescente duma doença que quase o matou, o que faz toda a diferença na pena recta, objectiva, deste leitor, crítico literário e professor em Yale.
Trata-se, pois, dum testemunho, à beira do pessoal, sobre o absolutamente essencial entre o essencial, sobre a palavra que deve ficar no fim duma vida de leituras, que confessadamente se orientou por três critérios: “o fulgor estético, a força intelectual e a sabedoria” (página 15).
É preciso (talvez) ter lido os livros de que Bloom fala para se perceber exactamente do que fala, mas, percebendo-se a leitura flui, mostrando linhas de sabedoria que conhecemos ao ponto de orientarem a nossa vida, sem termos consciência de que as conhecemos. Logo, é um livro que ilumina.
Sendo um livro sobre livros onde está sabedoria seria de pensar que Bloom subliminar ou explicitamente recomendando a leitura, num tempo em que todos a recomendam e para todos os males. Não é o caso, escreveu ele: "Eu penso que lemos para reparar a nossa solidão, embora no plano pragmático quanto melhor lermos, mais solitários nos tornamos. Não posso considerar a leitura um vício, mas a leitura também não é uma virtude (página 95).
Referência completa:
- Bloom, H. (2008). Onde está a sabedoria? Lisboa: Relógio D´Água.
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Rui Baptista
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Oxigénio - Carl Djerassi - Roald Hoffmann
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De Rerum Natura
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No Dia Mundial do Teatro apresentamos um excerto de "A Dança do Universo", uma peça baseada no livro com o mesmo nome do físico Marcelo Gleiser e que foi encenado pelo grupo brasileiro Arte e Ciência em Palco, que já esteve em Portugal.
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De Rerum Natura
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Hoje, Dia Mundial do Teatro, publicamos o início de um filme de 1975 do realizador norte-americano Joseph Losey baseado numa das peças de teatro mais famosas baseadas num personagem da ciência: "A Vida de Galileu", de Bertold Brecht. O resto do filme pode ser encontrado no YouTube.
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Na sequência de textos anteriores aqui e aqui):
A investigação pedagógica indica muito claramente que, quando confrontados com comportamentos perturbadores dos alunos – indisciplinados ou violentos –, a tendência dos professores, mesmo que sejam competentes e responsáveis (e, sobretudo, se o forem), é omitirem isso mesmo junto dos seus pares e da escola.
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As razões são diversas (sentimento de incapacidade para controlar sujeitos que seria de esperar que controlassem e sem esforço; receio, fundamentado ou não, dos juízos de colegas; preocupações com a imagem junto da direcção; apreensão com a avaliação do seu desempenho; etc.) e, em geral, conjugam-se para darem forma a circunstânciasa dversas para os professores e para os alunos: nem uns conseguem ensinar, nem outros conseguem aprender.
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Ora, é isto que, sob o ponto de vista do “dever profissional” não pode acontecer: o professor deve ensinar para que os alunos aprendam. Se não estiver a cumprir este dever, que constitui um referencial de actuação explícito e consensual nas mais diversas e actuais abordagens deontológicas, cometerá, um erro.
Assim, não pode guardar problemas de tal ordem para si e só para si: tem de comunicá-los a quem tem igual e/ou mais responsabilidade, bem como envolver-se e solicitar o envolvimento de outros na sua resolução.
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Tais problemas mesmo quando protagonizados por um professor, não são só desse professor: são da escola onde ele pertence e assim devem ser perspectivados.
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E for alguma coisa que um professor não estiver a fazer bem? Ainda assim é um problema da escola, pois ele é um elemento da escola, tendo esta a responsabilidade máxima de o atender e, se for o caso, ajudar e/ou orientar.
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É preciso ter coragem para seguir esta lógica? Sim, é. Em certos casos, é preciso ter muita coragem. Mas há que a ter. Porque ela está certa.
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Helena Damião
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Labels: educação escolar, Ensino

Deixo informação vinda de João Pedro Calafate sobre um interessante projecto de divulgação de ciência, com o qaul me mostrei solidário:
Ciência com Todos é um projeto de educação/divulgação de Ciência, que apresenta como principal finalidade melhorar a literacia científica dos cidadãos portugueses e outros interessados.
Este projeto apresenta um sítio na Web - http://cienciapatodos.webnode.pt - onde o utilizador poderá "dar asas" à sua curiosidade e imaginação (acerca da vida, do mundo e do universo que nos rodeia) colocando questões, relacionadas com a Ciência e a Tecnologia, para as quais não encontra uma resposta ou não encontra uma resposta cientificamente adequada e acessível e vê-las respondidas por especialistas de diversas áreas da Ciência e da Tecnologia.
O projeto conta atualmente com 167 colaboradores de várias áreas da Ciência, que constituem a sua comissão científica, sendo maioritariamente docentes doutorados de instituições universitárias portuguesas e/ou investigadores das mesmas ou de centros de investigação científica. Alguns destes colaboradores pertencem a instituições universitárias estrangeiras.
Um dos objetivos chave deste projeto é a indagação científica tanto por parte de alunos, de todos os níveis de ensino, como por parte dos professores de Ciências destes níveis.
Neste momento, o leitor poderá encontrar no sítio do CcT uma quantidade razoável de questões/respostas, de uma variedade de áreas científicas e temas, que apelam à curiosidade de cada um.
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Carlos Fiolhais
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Labels: saúde pública
“O primeiro-ministro disse hoje que o Governo quer uma qualificação profunda, real, abrangente dos portugueses, anunciando que vão arrancar em 2013 programas de bolsas de doutoramento com patrocinadores empresariais e de apoio à inserção de doutorados em empresas.Entendo, todavia, que o saneamento do sistema educativo português, qual “cadáver adiado”, como diria Pessoa, andando a reboque de interesses e pressões sindicais e políticas, mormente da Fenprof, promovendo, até, v.g.,a perigosa promiscuidade entre os ensinos universitário e politécnico, se não deve querer repetido, processando-se, finalmente, com total independência de fins eleitoralistas e estatísticos.
Pedro Passos Coelho discursava durante a sessão solene do Dia da Universidade do Porto, que marcou o 101.º aniversário e o encerramento oficial das comemorações do centenário daquela instituição, tendo afirmado que "um dos eixos fundamentais da estratégia do Governo para preparar a prosperidade do país" consiste "na capacitação e no aumento da qualificação real dos portugueses. Tem sido insistentemente reafirmado pelo Governo que queremos uma qualificação profunda, real e abrangente. Se, por um lado, queremos aumentar o número de diplomados, por outro, queremos garantir que quem acede ao Ensino Superior tem todas as condições educativas e pedagógicas para aproveitar a educação que aí recebe. Isso só será possível se elevarmos a cultura de exigência e de responsabilidade em todo o sistema de ensino', defendeu” (Lusa, 22/03/2012).
“Na verdade a pedagogia que nivela tudo por baixo no intuito de esbater as diferenças tem como consequência tornar ignorantes milhões de pessoas e não privilegiar aqueles que podiam ir para a universidade e para escolas de excelência e programas rigorosos; é por esta razão que há cada vez mais pessoas a quererem uma escola mais séria, mais rigorosa, com professores preparados e mais respeitados."Segundo Aristóteles, "a pior forma de desigualdade é tentar fazer iguais duas coisas diferentes". As responsáveis e responsabilizantes declarações do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho fazem renascer a esperança que nada ficará como dantes no sistema educativo português. Mas pior que um mau passado seria um futuro frustrante!
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Rui Baptista
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Labels: educação
Uma das palavras de ordem da educação escolar, sobretudo quando a matéria em causa toca o campo da axiologia é a “neutralidade”: não se podem impor valores aos alunos, pois cada um tem de descobrir ou construir os seus próprios valores, em função do contexto em que está integrado.
Isto está errado e certo.
Está errado porque certos valores, os universais, têm de ser ensinados e/ou consolidados, pois não há outra maneira de as novas gerações os conhecerem e acolherem, sendo que a escola não pode demitir-se dessa tarefa.
Fernando Savater ilustra a ideia com a impossibilidade desta instituição ser neutral em relação à democracia:
“Seria suicida que a escola renunciasse a formar cidadãos democratas, inconformistas mas em conformidade com o que o modelo democrático estabelece, inquietos pelo seu destino pessoal mas não desconhecendo as exigências harmonizadoras do público. Na desejável complexidade ideológica e étnica da sociedade moderna (…) fica a escola como o único âmbito geral que pode fomentar o apreço racional por aqueles valores que permitem a convivência conjunta aos que são satisfatoriamente diversos. E essa oportunidade de inculcar o respeito pelo nosso mínimo denominador comum não deve, de modo algum, ser desperdiçada."Mas está errado porque, adverte este filósofo, a indispensabilidade de educar em valores “pode converter-se, muito facilmente, em doutrinamento” quando se orientam os sujeitos para opções que são do foro individual, e resultantes da escolha esclarecida, ponderada e livre de cada pessoa.
“Daqui que alguma «neutralidade» escolar seja justificadamente desejável, face às opções eleitorais concretas, oferecidas pelos partidos políticos, face às diversas confissões religiosas, face a propostas estéticas ou existenciais que surjam na sociedade. E aqui o autor a que recomenda grande precaução por parte do professor “porque não pode recusar a consideração crítica dos temas do momento (que os próprios alunos, frequente-mente, irão solicitar e que o mestre competente terá de fazer … fomenta a exposição razoável…)”Ora, foi esta subtileza que uma escola portuguesa não teve em consideração, orientando as opções... futebolísticas das crianças.
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Labels: humor
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Labels: divulgação da ciência, Evolução
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Labels: divulgação da ciência
“(...) a indisciplina (...) ao quebrar as normas da aula e da escola, interfere altamente no processo pedagógico, pois, para além de afectar a aprendizagem do aluno, tira tempo útil ao professor, compromete a sua performance e obriga-o a desempenhar papéis que ele não gostaria de desempenhar. Daí a fadiga e outras perturbações psicossomáticas, daí os sentimentos de impotência, frustração, irritação e desejo de fuga à tarefa que afectam muitos docentes. Como já tem sido notado, ao sentimento de fracasso profissional junta-se o sentimento de fracasso do adulto que se vê ultrapassado por um grupo de miúdos, o que não pode deixar de se reflectir na auto-imagem profissional e explica a «conspiração do silêncio», na expressão de Lawrence e colaboradores (1985), que leva o professor a ocultar ou a negar as suas dificuldades no campo disciplinar (...). O desgaste provocado pelo trabalho num clima de desordem, a tensão provocada pela atitude defensiva, a perda de sentido da eficácia e a diminuição da auto-estima pessoal levam a sentimentos de frustração e de desânimo e ao desejo de abandono da profissão.”Referência completa:
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Helena Damião
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“Aulas más são as que os rapazes não querem ouvir. Mas então - poderia eu defender-me - que culpa temos nós de os rapazes serem barulhentos, desinquietos e desatentos? É verdade é que às vezes a culpa não é nossa: é toda deles, a quem mais apetecia estar na rua que na escola. Mas justamente para isso é que serve o bom professor - e o meu drama resulta de que só me interessa ser bom professor. Ser bom professor consiste em adivinhar a maneira de levar todos os alunos a estarem interessados e não se lembrarem que lá fora é melhor. E foi o que ontem não consegui... fiquei tão doente que parti o giz que tinha nas mãos e não fui capaz de continuar a aula... quem devia ir para a rua era eu ... consciência amarga de que sou um péssimo professor” (Sebastião da Gama, in Diário).
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Helena Damião
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Hoje, dia 23 de Março, às 21h15min, realiza-se no Centro Ciência Viva Rómulo de Rómulo de Carvalho, no Departamento Física da Universidade de Coimbra, a palestra "Imunologia", pelo Doutor Manuel Santos Rosa, Professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, no âmbito do Projecto Quark! Escola de física para jovens. A entrada é livre, condicionada ao tamanho da sala.
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Carlos Fiolhais
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Labels: Medicina
Minha crónica no semanário "Sol" de hoje (nno vídeo Eric Grossman toca Bach num Stradivarius):
O violino mais caro do mundo é um Stradivarius, que foi leiloado em Junho passado para ajudar as vítimas do grande tsunami do Japão ocorrido há um ano. O instrumento, conhecido por Lady Blunt, por ter pertencido a Anne Blunt, uma neta de Lord Byron, foi arrematado pela espantosa quantia de 11,2 milhões de euros. Os Stradivarius, do nome do seu construtor, o italiano Antonio Stradivari (1644-1737), com oficina em Cremona, no norte de Itália, são hoje violinos lendários. Só Giuseppe Guarneri, contemporâneo e conterrâneo de Stradivari, fabricou instrumentos assim tão caros. Porque são tão preciosos esses instrumentos? Que “não sei quê” os faz tão especiais? Não se tratará apenas da sua raridade (há apenas 600 Stradivarius em todo o mundo), mas sobretudo da magnífica qualidade do seu som. Nas mãos dos melhores intérpretes eles produzirão melodias que, segundo os entendidos, são incomparáveis.
Mas serão? De facto, podem-se comparar, e da comparação efectuada concluiu-se que, afinal, a superioridade dos Stradivarius pode ser um mito. O segredo dos Stradivarius parece inexistir. Um estudo publicado há pouco nos Proceedings of the National Academy of Sciences, cujo primeiro autor é Claudia Fritz, cientista francesa da Universidade Pierre e Marie Curie de Paris, revelou, que, ao contrário do que se esperava, excelentes músicos são incapazes de identificar instrumentos antigos no meio de instrumentos modernos. Num quarto escuro de um hotel, foi dado a músicos virtuosos que participavam no Concurso Internacional de Indianapolis, nos Estados Unidos, dois violinos, um moderno e outro antigo, muito mais caro, pedindo-lhes para tocar e dizer qual preferiam. Preferiram, em geral, o violino moderno. Numa segunda parte da experiência os investigadores pediram aos músicos para indicar o melhor instrumento num grupo de seis, dando-lhes vinte minutos para ensaios. Só oito dos 21 músicos participantes seleccionaram um violino antigo, apesar de haver dois Stradivarius e um Guarnerius. Esta experiência faz lembrar uma prova de vinhos, às cegas, na qual os provadores não conseguiram distinguir um vinho caro de um vinho barato...
Ficaram em causa algumas teorias sobre os instrumentos de cordas, pois havia quem dissesse que o que distingue os Stradivarius é o tipo da madeira, enquanto outros defendiam que é o seu tratamento e outros ainda os vernizes utilizados na cobertura. O debate continua pois são precisas mais experiências. Por exemplo, Earl Carlyss, violinista do famoso quarteto de cordas Juillard, não ficou impressionado com os testes de acústica. Respondeu que testar violinos num quarto de hotel numa experiência de olhos fechados era como escolher entre um Ford e um Ferrari sem sair do parque de estacionamento.
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Aluno agride professor depois de ser repreendido: clicar aqui para ver a matéria
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Labels: professores
No dia mundial da poesia expresso o meu reconhecimento a Germana Tânger que tem dado a conhecer e (mais do que isso, muito mais do que isso) a sentir tantos poemas a tanta gente. E tem-na dado de cor, de coração.
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Helena Damião
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O blog que partilha o título com o poema de Lucrécio fala também de várias coisas do mundo, procurando expor a sua natureza. Parte da realidade do mundo (o nosso mundo, feito de átomos e espaço vazio) para discutir o empreendimento humano da descoberta do mundo, que é a ciência, e as profundas implicações que essa descoberta tem para a nossa vida no mundo.