Facts about the FCT/ESF science evaluation: the story so far

sábado, 3 de Março de 2012

Quando em Oxford e Cambridge…


Foi-me enviado um artigo publicado ontem no DailyMail Online, onde a autora, Laura Clark, diz que em terras de Sua Majestade o número de estudantes de universidades prestigiadas que recorreu a fraudes para realizar trabalhos académicos aumentou nos últimos três anos.

O leque das fraudes reportadas é trivial: plágio, cábulas em papel e nos telemóveis, copiar por colegas, usar identidade falsa, “corta e colar” de documentos que estão na internet, compra de trabalhos. Em relação a este último tipo de fraude, e na mais básica lógica do mercado “da procura e da oferta”, têm aumentado as “empresas” (talvez sem aspas) que vendem todo o tipo de trabalhos. Por outro lado, empresas (inequivocamente sem aspas) aumentam os seus ganhos com software que detecta… o que pode ser detectado e que é muito pouco…

À parte estarem envolvidas universidades tão prestigiadas como Oxford e Cambridge, nada mais há que possamos estranhar. O que podemos estranhar são as sanções para aqueles que forem descobertos: anotações no currículo,multas em dinheiro, expulsão…Mas, se estas medidas podem ser importante para atalhar de imediato o problema, não são a solução, nem em Inglaterra, nem cá, nem em lado nenhum. A solução passa por a universidade voltar a ser... universidade.

2 comentários:

  1. "À parte estarem envolvidas universidades tão prestigiadas como Oxford e Cambridge, nada mais há que possamos estranhar."


    Eu estranharia era se não estivessem envolvidas. Porque estranha estarem envolvidas?

    ResponderEliminar
  2. Caro leitor Anónimo
    Porque, talvez ingenuamente, sempre tive certas universidade, entre quais se contam as de Oxford e Cambridge, como de excelência, onde a honestidade intelectual era levada a sério. Talvez me tenha enganado durante muito tempo.
    Maria Helena Damião

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.