quarta-feira, 11 de outubro de 2017

"Quando a História desaparece das escolas"

Alegando-se a necessidade de promover uma "educação humanista", retiram-se do currículo escolar as dimensões humanísticas das mais diversas disciplinas (isto quando não se dispensam as próprias disciplinas) e integram-se componentes de educação cidadania, que nada, rigorosamente nada, têm a ver com a cidadania, sendo, isso sim, o seu oposto.

Este cenário consolida-se no currículo de todos os países da Europa, sendo que, recentemente, Portugal deu um passo de gigante para entrar nele.

Cito, mais um vez, o jornalista e escritor espanhol Arturo Pérez-Revert (aqui) descontextualizando a frase do resto do texto. Afinal é uma frase que vale por si mesma.
“Quando se criam gerações de jovens sem memória histórica, quando a História desaparece das escolas, os jovens são presas fáceis e manipuláveis pelos sem-vergonha e medíocres e canalhas da política. É um problema de cultura (...), porque sem cultura, sem jovens e nações cultas é impossível que algo funcione bem na Europa, falo de Portugal, de Espanha e do resto da Europa”.

1 comentário:

  1. Quando a história é retirada do currículo é a memória de um povo que se apaga, quando é primordial que cada povo tenha presente os bons e os maus feitos.
    A formação humana de cada individuo só será conseguida com as aprendizagens de disciplinas que hoje, infelizmente, são consideradas menores por muitos professores. Refiro-me, para além da história, à filosofia, à literatura entre outras.
    Mas com tecnocratas nos locais de decisão vai-se esbatendo o ideal humanista do ensino e da educação.
    Tornam-se, assim, as pessoas mais vulneráveis à manipulação e ao endoutrinamento.
    Parece que é o que convém.
    Maria Dulce R. M. da Silva

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